terça-feira, 17 de março de 2009

VIDA


Euclides da Cunha nasceu dia 20 de janeiro de 1866, na cidade de Cantagalo - Rio de Janeiro. Filho de Manuel Rodrigues Pimenta da Cunha e Eudóxia Moreira da Cunha. Aos 17 anos, ingressa no Colégio Aquino, onde é aluno de Benjamin Constant. Após 3 anos, assenta na Escola Militar, visando à engenharia militar, onde novamente é aluno de Benjamin Constant (exerceu certa influência em sua formação). Porém, sua matrícula é cancelada por falta de disciplina. Muda-se para São Paulo, onde escreve artigos de propaganda republicana para o jornal "A Província de São Paulo".
Passado um ano, Euclides é reintegrado ao exército e promovido a alferes-aluno. Após passar à Escola Superior de Guerra é promovido a segundo-tenente. Euclides da Cunha casa-se com Ana Solon Ribeiro, filha do major republicano.
Passou sua vida oscilando entre a engenharia e a carreira jornalística.
Baseado no que vivenciou no campo de batalha dos sertões baianos durante a Campanha de Canudos, lança em 1902, sua principal obra: Os Sertões. Sucesso de crítica e de vendas, em 1903, sai uma segunda edição do livro e Euclides da Cunha é eleito para a Academia Brasileira de Letras.
Euclides foi bem sucedido em todas as suas carreiras. Em 1901 é inaugurada a ponte metálica de São José do Rio Pardo, recunstrída por ele. Foi nomeado: - pelo Itamaraty como chefe da Comissão de Reconhecimento do Alto Parus; - professor de Lógica no Colégio Pedro II. Em 1909, Euclides morre durante um confronto com Dilermando de Assis, amante de sua mulher.

OBRAS

1902 - Os Sertões
1907 - Contrastes e Confrontos
1907 - Peru versos Bolívia
1909 - À margem da história (póstumo)
1939 - Canudos (diário de uma expedição) (póstumo) — Reeditado em 1967, sob o título Canudos e inéditos.
1960 – O rio Purus (póstumo)
1966 – Obra completa (póstumo)
1975 – Caderneta de campo (póstumo)
1976 – Um paraíso perdido (póstumo)
1992 – Canudos e outros temas (póstumo)
1997 – Correspondência de Euclides da Cunha (póstumo)
2000 – Diário de uma expedição (póstumo)

OS SERTÕES


Principal obra de Euclides da Cunha. Descreve a simplicidade e lealdade do sertanejo, pronto pra morrer combatendo ao lado de seu líder. Analisa as características do solo nordestino e caracteriza minuciosamente a gênese de Antônio Conselheiro como um líder messiânico, detalhando as lutas entre as tropas oficiais e os revoltosos. O livro é dividido em três partes:
A Terra: apresentação detalhada das características do sertão nordestino, com informações sobre o clima, a composição do solo, o relevo e a vegetação.
O Homem: retrato do sertanejo, demonstrando o impacto do meio sobre as pessoas.
A Luta: narração dos embates entre as tropas oficiais e os seguidores de Conselheiro. O livro termina com a descrição da queda do Arraial de Canudos e a descrição de todas as casas erguidas no local.O livro foi publicado em alemão, chinês, francês, inglês, dinamarquês, espanhol, holandês, italiano e sueco.

ASPECTOS HISTÓRICOS

Euclides da Cunha viveu num período um tanto quanto perturbador da história do nosso país. Naquela época os militares republicanos lutavam pela Proclamação da República, que acabou ocorrendo dia 15 de novembro de 1889. Porém, o Império acabou perdendo o apoio da Igreja Católica, dos grandes fazendeiros devido a abolição da escravatura, dos grupos progressistas que queriam iniciativas para o desenvolvimento do país e também perdeu o apoio de outros países da América do Sul e da América do Norte devido a incompatibilidade entre os regimes.
Em meio a esta crise, os monarquistas lutavam pela volta do regime monarquista. Em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém adotado no país. O país estava dividido e, perante tantas desavenças, ocorreu a Guerra de Canudos, que Euclides descreve em seu principal livro.

BIBLIOGRAFIA